domingo, 18 de julho de 2010

Desabafo

Meu domingo consiste em ir ao clube de campo almoçar com meu marido e meu filho.Exceto em alguns casos, em que estamos viajando, muito raros por sinal, ou recebendo alguns amigos, ou indo a algum compromisso muito significante, ao qual não se pode negar a presença. Os demais são repetidamente iguais.
Hoje, o meu domingo está sendo atípico. Vou dizer porque:
Moramos aqui no "Cantinho do Céu", meu marido, meu filho de 33 anos e eu. Um casal de funcionários, necessários à lida diária, porém, nos finais de semana eles têm seus compromissos dominicais, como toda família normal.
Não foi sempre assim.Temos mais dois filhos que conviveram muito conosco e nos dão muita alegria. Foram crescendo. Estudaram fora. Voltaram. Começaram a trabalhar. Encontraram seus amores e "criaram asas". Casaram. Estão formando cada um a sua família. Fato normal e previsível.
Mas eu tenho um filho, este que está conosco, que não "criou asas". Não por escolha própria, mas porque suas asas não se desenvolveram normalmente.Ficaram sem desabrochar, ( como as flores mesmo ).ou como posso dizer, ficaram "asas aladas".São as asas de seu cérebro.
Claro que fizemos tudo que nos foi possível para desenvolver suas capacidades; torná-lo pelo menos uma pessoa independente, socialmente possível de se conviver. Uma luta árdua de muitos anos. Tivemos êxitos. Mas também encontramos muitas dificuldades, devido suas limitações. Limitações que só o cérebro dele conhece, porque ele não sabe nos contar. Fala estritamente o necessário para fazer-se entender. Porém o que sente, o que pensa... isso não nos é permitido saber realmente. Só intuir ou imaginar.

Ora, ora, eu comecei mesmo é falando do meu domingo atípico:


Tivemos hoje um compromisso numa associação beneficenteà qual pertencemos. Como isto está acontecendo hoje, num domingo, resolvemos, que só meu marido participaria. A mim caberia levar meu filho ao clube para almoçar.
Poderia ter contratado alguém para ficar com ele, como já o fizemos muitas vezes. Mas o domingo, sempre que possível, nós dedicamos a sair com ele, que a semana toda fica em casa, sem nada para fazer; a não ser procurar alimentos na geladeira, ouvir sempre o mesmo DVD da Rita Lee, ligar e desligar as TVS da casa ou voltar para seu quarto semi escuro e se deitar.
( Agora mesmo, interrompo o que escrevo, estou ouvindo o som de água de um chuveiro ligado. Tenho que auxiliá-lo no banho, enxugar, passar desodorante, escolher a roupa, passar desodorante...)


Voltei...


Ele não é sinônimo de silêncio. Utiliza-se de gritos constantes e frases repetitivas, as quais temos que responder ou repetir tantas quantas vezes for necessário para acalmá-lo. Não é uma criatura agressiva. Ainda bem! Mas também não é carinhoso e nem corresponde aos carinhos e agrados que lhe proporcionamos. Ele já é um adulto-criança, com comportamento típicamente AUTISTA, mas que possue a SÍNDROME DO X FRÀGIL.
Então, eu estava no clube com ele. Quando cheguei ao restaurante ele, como saiu à minha frente correndo, já havia comido uma coxinha, pedindo a segunda. Escolhi uma mesa e olhos e ouvidos atentos ao que ele comia e bebia. Pedi ao garçon, já antigo conhecido, alguma coisa para comer e beber e passei a observar meu filho e também as pessoas ao meu redor.
Notei na mesa à minha frente, um casal, parecendo ter a minha idade e outro casal mais novo. Chegou então um garoto de aproximadamente 5 anos, todo feliz, vindo da brinquedoteca ao lado, mostrando seus desenhos; ao que todos elogiaram e se alegraram. Pela conversa, percebi, eram os avós e os pais do garoto.



Foi aí, bem nesse momento, que eu sorri para eles, mas foi um sorriso que saiu carregado de uma profunda tristeza. Um pensamento muito forte: Se meu filho fosse normal, nesta hora eu não estaria ali cuidando dele, mas quem sabe, desfrutando com ele e sua esposa, as peripécias de seu filho - meu netinho.
Um aperto no coração e lágrimas querendo sair de meus olhos. Tentei me controlar. Comi o necessário. Esperei meu filho se saciar de salgadinhos e refrigerantes.Paguei a conta e voltamos para o carro, rumo à nossa casa.
No caminho, liguei o rádio, para me distrair e quem sabe para não ouvir as palavras repetitivas de meu filho. Eu tinha que tirar aquilo de minha cabeça, afinal, essas não eram minhas primeiras lágrimas.
Chorei quando meu filho nasceu.
Chorei quando soube que ele não era normal.
Chorei quando não encontrei escola que o aceitasse.
Chorei quando ele escapou de minhas mãos e eu o perdi.
Chorei quando ele pulou numa piscina funda e eu não sabia nadar.
Choro quando ele come muito e se engasga perigosamente.
Choro quando ele dorme e sua apnéia me assusta.
Choro muitas, e muitas vezes chorarei ainda.


Mas é sempre um choro calado, como o de hoje...

Chegamos ao portão do nosso Cantinho".
Quando o abri e entramos, aí sim chorei descontroladamente, sosinha, porque meu filho, ali dentro do carro comigo, não é capaz de reagir ou demonstrar saber o que estava acontecendo comigo.
Eu estava só, e desta vez tive medo. Muito medo!
Tive a impressão de ter visto um pedacinho de solidão entrar comigo pelo portão...

Há muito eu queria falar desse meu filho, que amo tanto quanto amo os outros dois. Relutei. Não resisti. Pronto. Falei!!!


Até o próximo...................

terça-feira, 13 de julho de 2010

ORAÇÃO FAMILIAR

Hoje não estou inspirada para comentar, descrever e nem mesmo fazer uma poesia.
Estou triste com fatos que estão acontecendo em nosso país, nosso estado, nossa cidade , nosso bairro. Que será que está faltando à nossa gente? Pensem comigo...
A única resposta plausível que achei: Está faltando DEUS no coração das pessoas.
Então, resolvi transcrever aqui uma Oração Familiar, que tenho comigo há muito tempo:

Senhor, faz de nosso lar um ninho do Teu amor.
Que não haja amargura, porque Tu nos abençoas.
Que não haja egoísmo, porque Tu nos animas.
Que não haja rancor, porque Tu nos perdoas.
Que não haja abandono, porque Tu estás conosco.
Que saibamos caminhar para Ti em nossa rotina diária.
Que cada manhã seja o início de mais um dia de entrega para Ti, Senhor.
Que cada noite nos encontre ainda mais unidos no amor.
Faz, Senhor, das nossas vidas que quiseste unir, páginas repletas com a Tua luz.
Faz, Senhor, dos nossos filhos o que Tu anseias.
Ajuda-nos a educá-los e orientá-los pelos Teus caminhos.
Que nos esforcemos no consolo mútuo.
Que façamos do amor um motivo para amar-te mais.
Que possamos dar o melhor de nós mesmos para sermos felizes no lar.
Que, ao amanhecer o grande dia de irmos ao Teu encontro, nos conceda estarmos
Sempre unidos para sempre a Ti.
Que assim seja!



PS: Esta é uma Oração Ecumênica.
Se todos pudessem orá-la, será que o mundo não seria melhor?
Tenho certeza que sim...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Aprendizagem

Hoje visitei muitos blogs.
Fiquei encantada.
Não conhecia a diversidade de maneiras e técnicas
que podem ser usadas para torná-los atraentes,
visual e intelectualmente.
Senti que o meu é insignificante.
Deveria ter pesquisado antes.
Aprendido o beabá.
Devo entrar numa escolinha?
Desistir e começar a fazer tricô?
Cuidar do netinho e deixar essa brincadeira?

Pensando bem....
Acho que não.
Brincar com as palavras é muito bom.
Quer alguns gostem ou não!!!

Vou continuar tentando.
Uma hora aprendo a colocar som.
Borboletas voando.
Crianças brincando!

Viram só, até rimas apareceram!
Agora senti saudades dos bancos escolares.
Isso foi há muito tempo!!!!
Não importa, com as minhas tentativas continuo aprendendo...

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Esperando amanhcer

O sono já foi. Estou aqui, frente a uma janela, só com os vidros fechados, para me proteger do vento frio lá fora. Frente ao sol, que ainda não despontou; só seus raios, amarelando o céu, que avisto por entre alguns coqueiros e um frondoso pé de tamarindo, com suas folhas balançando calmamente. Espero o dia amanhecer. Só um galo já está cantando e caminhões, com seus faróis ainda acesos, que a menos de meio km estão passando na rodovia. Um após o outro, como se o dia não tivesse se tornado noite, ou a noite e o dia, para quem trabalha viajando pelas estradas, não tivesse nada a ver com sol e lua. Acabei. Mas o dia também já clareou...lindo!!!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Copa do mundo

Vou falar nada não!!! Nem sou fanática, mas em tempo de Copa do Mundo, só dá isso. Como amanhã tem jogo do Brasil, quer estejamos satisfeitos ou não com as condições socio economicas e políticas de nosso país, o Brasil para; e hajam teves para que todos possam assistir o jogo.
Como hoje é véspera, tenho que correr ao super mercado, adiantar todos os afazeres, que por rotina semanal, seriam feitos amanhã. Por isso gente, vamo que vamo, sem esquecer da pipoca!!! Brasil...il...il...il....
Fuuuuiiiiii....

quarta-feira, 16 de junho de 2010

terça-feira, 15 de junho de 2010

Mario Quintana

Hoje virando as páginas de um livro, achei esta pérola de Mario Quintana:

Bilhete

Se tu me amas,
ama-me baixinho.
Não o grites de cima dos telhados,
deixa em paz os passarinhos.
Deixa em paz a mim.
Se me queres ,
enfim,
tem de ser bem devagarinho,
amada,
que a vida é breve,
e o amor
mais breve ainda."



Beijos...........

domingo, 6 de junho de 2010

Mes de Junho

Este é um mes que me traz muitas lembranças e recordações. Mas agora não vou conseguir escrever sobre todas. Só uma está latente em meu cérebro, ou seria no coração?
Festa junina nos colégios da cidade onde fiz meus cursos ginasial e escola nornal. Estudantes de todos eles, se confraternizavam comparecendo em todas as festas. Até já ficava combinado: colégio tal, festa de Sto Antonio, o noturno fica com S. João, as normalistas, fazem a de S. Pedro. Cada turma queria fazer mais bonito, e assim, as festas tinham muitas atrações. Nenhum garoto ou garota queria faltar. Sem contar que a oportunidade de conhecer jovens diferentes era esperada com ansiedade.
Ah! E foi numa dessas que o cupido me flexou. Recebi um correio elegante com os seguintes dizeres: "Garota de fita vermelha quero falar contigo" ao que prontamente eu mandei a resposta, como era o costume: "Se quiser falar comigo venha até aqui". Qual não foi minha surpresa, quando eis que surge um belo moço, alguns anos a mais que eu, dizendo ser o autor do bilhete, ou seja, do correio elegante.
Eu, trajada a caráter,vestido de chita franzido e com muito babado; ele com uma camisa xadrez e lenço vermelho no pescoço. Aproximou-se, me cumprimentou e convidou-me para dançar. Tremi dos pés à cabeça, mas fui. Ele, rapaz mais experiente, sabia dançar de tudo; eu não sabia diferenciar um samba de uma valsa. Imaginem a cena! Depois, teve a festa da minha escola, ele compareceu, novamente nos encontramos e como dizem nossos jovens de agora, "pintou um clima", "rolou uma química" e, por incrível que pareça, ele é o homem com que divido até hoje, todos os dias e noites de minha vida. Meu grande amor!!! Tudo isso aconteceu a mais de quarenta anos, numa linda noite de Santo Antonio.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Meu Cantinho

No cantinho onde eu moro,
Não tem jeito de ficar sosinha,
Mesmo que todos vão embora,
Fica sempre uma andorinha.
Tem gansos, galinha e pavão,
Nem tem lugar pra solidão.

Aqui não tem tesouro escondido,
Pra que alguém venha procurar.
Vai dar de encontro à natureza,
Com muitos pássaros a cantar,
Nas árvores belas e frondosas,
Que pequenas nos pusemos a plantar.

Os ipês de várias cores,
Estão começando a florir.
E a paineira lá da entrada,
Já deixou toda florada cair.
Sibipurunas formam uma alameda,
Para quem quiser entrar,
Aí voce já sente o perfume,
Do manacá da serra querendo lhe acenar.

Quanto mais nele voce se adentra,
Lindas flores vão surgindo,
Desde a azaléia uma vez por ano,
Às primaveras sempre florindo.
Ah, também tem as orquídeas,
Nos troncos das árvores frondosas,
Elas gostam sempre de boa sombra
Ao contrário das lindas rosas.

Voce verá logo adiante.
Um grande e cuidado pomar,
Com muita manga, goiaba e amora.
Tudo no pé pra apanhar
Árvores frutíferas variadas,
Abacate, jabuticaba e acerola.
Laranja, limão, tangerina,
Tudo muito parecido
Com meus tempos de menina.

Ainda não falei dos animais,
Umas novilhas no pequeno pasto
Repartindo capim com carneirinhos.
O papagaio no cajueiro já gasto
E a visita de tres macaquinhos.
Que sempre estão pulando nos galhos,
Esperando banana e mamão fresquinhos.

Conto ainda com tres cães,
Que mais latem do que mordem.
É a Rebeca, Hércules e Sansão,
Sempre por perto quando podem
Mas se escondem de trovão.
O dia inteiro tem barulho.
Na madrugada o galo dá o sinal.
Alvorecer é dos passarinhos.
Sete horas chega o jornal,
Pão, manteiga, e de café o cheirinho.

Tudo isso não faço sosinha.
Meu esposo que vai pra cidade,
Mais tres auxiliares queridos,
A Nilda que limpa e cozinha,
Lenita e o João seu marido.
Faltou citar o Eduardo,
Meu filho especial já adulto,
Que requer muito cuidado,
Adoro falar dele,
Mas este será outro assunto.

sábado, 22 de maio de 2010

Para a Marta

Oi! Voltei...
Estava pensando aqui, comigo mesma. Engraçado como a nossa imaginação e fertil, mas varia conforme o nosso humor, nosso bem ou mal estar, nosso emocional e principalmente, conforme o ambiente em que estamos naquele determinado momento. Explico:
Ontem consegui abrir meu blog, depois de varios dias tentando, porque estou usando outro computador, e eu não tinha ninguem para me auxiliar nessa tarefa. A primeira coisa que fiz foi abrir o blog de minha amiga Marta e ler as belas palavras dela, sempre acompanhadas de um humor contagiante, apesar de conhece-la tão bem e saber que a vida dela não e nada facil.
Fiquei emocionada com sua ultima revelação, que eu ja conhecia, mas que ate então, ela a mantinha em segredo.
Abri a pagina de meu blog e imediatamnte comecei a me dirigir a essa grande amiga, palavras de conforto e admiração. Ja havia discertado fatos que jamais eu pudesse crer que conseguiria.
Mas eis que o inesperado aconteceu: o computador desligou-se bruscamete e eu, inexperiente, não havia salvo nada do que acabara de escrever. Não tive condições de continuar, e somente hoje, dia seguinte, aqui estou. Mas as palavras ja não são as mesmas, e por não poder repeti-las literalmente, so posso dizer à minha amiga Marta: Parabens, querida amiga, com palavras doces mas firmes, voce conseguiu colocar pra fora sua grande magoa , a qual compartilho com voce. Um abraço.
( PS. O blog da Marta: http://www.ahoradaferina.blogspot.com/ - titulo a que me referi - Magoa )

domingo, 9 de maio de 2010

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Isso é Dilmais

Acabei de ler o que escreveu Ruth de Aquino na Revista Época desta semana: Ela disse que a Dilma, aquela que é candidata a presidente da república, postou em seu blog, tres fotos dela. A primeira, uma Dilminha bebê, com franja. A última era recente, com cabelos curtos e avermelhados. A foto do meio mostrava uma passeata nos anos 60 e uma mulher em primeiro plano com cabelos curtos. Todos pensaram ser Dilma. Mas era a atriz Norma Bengell, na Passeata dos 100 Mil, no Rio em 1968.
Nossa!!! Ela já tem o Lula empurrando seu calcanhar, agora a pobre da Norma para disfarçar o que? Cá pra nós, essa não é a mulher que queríamos como nossa representante!
Gente, eu sou guerreira, mas guerrilheira, ah, isso eu nunca fui. E tem mais, as fotos que estão no meu perfil são minhas mesmo, viu???

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Felino - Conforme o dono...um destino...

Minha amiga Marta, postou em seu blog uma estória interessante que ocorria em sua casa, cada vez que aparecia um gato, fosse ele enjeitado ou perdido. Infelizmente, meu caso é bem mais horripilante,chega a ser nazista, lembrando os campos de concentração. Não acreditam? Pois é essa a sensação que tenho cada vez que me recordo dessas cenas de minha infância:
Lá no sítio onde morávamos tínhamos que ter gatos para combater os ratos que surgiam com frequência. Mas meu pai só permitia que deixasse um sobreviver da ninhada que a gata paria. E nós, crianças inocentes, tínhamos a incumbência de exterminá-los. Sabem como? Pasmem!
Escolhíamos o gatinho mais bonito para continuar a espécie e mamar na gata; os demais, eram enfileirados encima de um tronco de árvore na horizontal e literalmente degolados com um machado, depois enterrados.
Perdoem-me os defensores de animais, hoje sei o quanto isso foi cruel, mas meu pai dizia que fazíamos isso para não agir como os outros vizinhos, que colocavam os gatinhos num saco de estopa e jogavam na beira da estrada ou até mesmo no córrego, onde, lá na frente, alguém bebia daquela água. Hoje sei que nem meu pai, agora com 88 anos, não faria mais uma crueldade dessas...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Depre Virtual

Ha mais de uma semana estou aqui em casa, como quem perdeu seu brinquedo preferido. Meu notboock deu "pau", embestou, emburrou, não me obedece mais, ficou malcriado, não me aceita como usuario, me proibiu de entrar em meus programas prediletos, não aceita minhas senhas, e o que e pior, não baixa os emails de meus amigos. Nem no MSN posso entrar!
Nossa!!! Que mal ele esta me fazendo, eu não sabia o quanto ele ja fazia parte da minha vida...e ele, muito gentilmente, disse que minha cota de pedidos de ajuda havia se esgotado: - procure um tecnico.
Portanto, meus amigos, vou me ausentar, ate que isso seja resolvido, nada de emails, MSN, orkut, etc.
Sentirei saudades, vou ler um bom livro, ate que isso se resolva, porque nessa geringonca ( viu ?) eu nem consigo achar as letrinhas, acentos; aff, ate o delete foi dificil de achar.
Chega!!! Vou esperar meu amiguinho chegar da "oficina". Ate...

terça-feira, 13 de abril de 2010

Amigas Avós

Eu nunca havia prestado atenção, mas depois que me tornei avó, de um lindo menino chamado Lucca, agora com um ano e quatro meses, percebi algumas diferenças interessantes.
Essas minhas amigas, que também são avós, ficam, assim, como posso dizer sem melindrar, "babonas", no sentido carinhoso, se é que isso faz diferença. Só falam nos netos, todos são lindos, umas gracinhas, bonzinhos, e por aí vai um rosário de contas de brilhantes a favor dos rebentos recém chegados. Sejam eles meninos ou meninas, tornam-se o alvo das conversas, e ai de quem resolver contrariar ou mudar de assunto. Deixam de lado algumas rotinas de antes, para se dedicarem aos pequeninos...
Nossa, por falar nisso, eu aqui à-toa e nem fui ver o meu Lucca ...
Estou saindo ligeirinho, depois a gente se fala, beijos...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Fazenda Tres Torrinhas

Vamos esquecer a viajem de ontem, chegamos ilesos... cansados... mas nada que uma noite bem dormida não resolva.
Estamos, precisamente, na Fazenda Tres Torrinhas. Nome esse que foi dado, devido a tres morrinhos com tres pontas, como se fossem tres cabeças em cima dos pequenos morros. Está fotografado, mas ainda não sei colocar a foto aqui, Assim que alguém me explicar, colocarei . Esse nome já constava na escritura da terra quando a adquirimos, gostamos, e assim ficou.
Agora o mais importante:
Voces não imaginam o que é estar aqui. Um mundo à parte. Ruído, só de passarinhos, galinhas, galos, gansos, vacas, cavalos, e outros mais distantes e indecifráveis.
Voce vai dizer, mas que coisa chata, eu não aguentaria ficar num lugar desses.
Não!!! Aqui também tem televisão, celular, e a mais nova aquisiçao: internet rural. Bem nesse
fundão de Goiás, uma beleza!
E sabem como conseguimos instalar internet aqui?
Acontece que existem muitos assentamentos do MST aqui, e pra eles o governo dá toda a assistência, inclusive uma torre para acesso à internet, como ficamos próximos, também pudemos receber o sinal e instalar a nossa torre. Nada de graça, é claro, mas útil.

Ironia do destino, falo tanto mal do PT e do Lula, e agora , graças a esse governo, que tantas "benécias" faz aos menos favorecidos, nos apropriamos de uma delas...kkkkk.

Mas eu estava falando da fazenda Tres Torrinhas... Volto a falar noutra ocasião, agora me chamam para comer um franguinho caipira com piqui. Hum, uma delícia!!!!

Pelas rodovias lamentáveis de MT do Sul

Este tema está longe de ser o meu preferido. Acontece que estou indignada, pra não dizer p da vida.
Seguinte:
Ontem seguimos viajem para nossa terrinha , no estado de Goiás, como sempre fazemos, ora meu filho, ora meu marido, e sempre que posso, também vou. Isso já acontece a mais de 20 anos.
Mas desta vez, a viajem foi um martírio, tal o caos em que se encontram alguns trechos das rodovias do estado de MT do Sul, pelas quais temos, obrigatóriamente, que passar para entrar no estado de Goiás.
Uma buraqueira...não se sabia o que era asfalto ou estrada de terra. Caminhões quebrados, carros com pneus furados. Solavancos sem fim. E não havia chovido. Imaginem...
O pior foi que desviamos o percurso, para não passar em Cassilândia a Aporé, que segundo fomos informados estava em péssimo estado, desviamos para Cassilândia a Itajá.
Meu Deus! O que foi aquilo? Estrada ou precipício??? Parecia não acabar nunca, até chegar na divisa com o estado de Goiás, que não está lá essas coisas, mas pelo menos, transitável.
Fica aqui o meu protesto ao Governador de Mato Grosso do Sul - ANDRE PUCCINELLI - pelo descaso com as suas rodovias, principalmente as que eu vejo há anos, sendo cada vez mais deterioradas e sem o mínimo de conservação: Cassilândia - Aporé; Cassilândia - Itajá.
Vamos passar a Páscoa aqui na fazenda, mas já estou pensando como será terrível voltar
Tem dó SR Governador, faça alguma coisa antes de terminar seu mandato!!!

segunda-feira, 22 de março de 2010

ELA

Foi na quarta feira à noite, dia da minha última postagem. Fiquei até altas horas aqui no quarto de meu filho, remexendo, lendo e escrevendo. Uma delícia! Havia tomado meu banho noturno, colocado uma roupa fresquinha, ar condicionado ligado e as horas transcorrendo, sem que eu me desse conta.
Quando senti-me cansada, fui para meu quarto dormir. Mas para minha surpresa, cadê o sono?
Além de não dormir, também não consegui me aquecer, me agasalhei melhor, coloquei meias ( ainda bem que meu marido estava dormindo, óh coisa horrível, diria). Sosseguei no meu canto, mas nada, o frio aumentava cada vez mais. Quando já varava às tres da madrugada, resolvi tomar um banho quente bem demorado, me agasalhei novamente, me afundei no edredon e toca tentar dormir.
Foi aí que a coisa foi piorando... um misto de frio e calor se apoderou de mim e nada me acalmava. As horas foram passando e nada! Enfim, o dia amanheceu . Fui pra cozinha, tomei um leite, voltei pra cama e uma zueira tomou conta de mim. Aí não aquentei, acordei meu marido , que até então não tinha se dado conta do que estava acontecendo comigo.
- Bem, levanta! Estou me sentindo muito esquisita, vamos na emergência do hospital!
Acordou espantado, atônito, colocou a mão na minha testa: eu ardia em febre.
Foi o tempo de ir ao banheiro, tomar café, e lá estávamos nós numa fila de espera.Veio o médico. Pressão no braço, termômetro no outro e uma chuva de perguntas. Uma infinidade de prescrição de exames e a surpresa: era ela, chegou de repente, e está me acompanhando até hoje, quinze dias... a DONA DENGUE !!!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Tentativas

Até agora estou só nas tentativas de erros e acertos... devagarinho eu chego lá. Paciencia, minha introdução neste mundo virtual é puramente leiga e empírica.
Entre o papagaio querendo semente de girassol, meu filho abrindo e fechando a geladeira e o telefone tocando, volto ao teclado, nem que for só pra deixar um beijo, por hoje... PS: desconsiderem erro na postagem anterior,quando vi já tinha saído...rsrsrsr.

domingo, 7 de março de 2010

Mulher

Hoje, em quase todos os jornais e até nessas revistas semanais, fala-se muito sobre a mulher.
Um texto chamou-me a atenção, não sei se pelo exagero das considerações ou pela falta de outras, tão evidentes e esquecidas.
Chego lá:
"Triste, cansada, abatida? És mulher! Alegre, feliz divertida? És mulher! Decepcionada, doente, sobrecarregada? És mulher! Encorajada, reanimada? És mulher!"
Até aqui, tudo bem, concordo em gênero e grau, mas atentem para o que se segue:
  • "...jamais te deixes abater, nem pela dor, nem pelo desânimo, nem pelo cansaço. Deus te fez forte, com nervos de aço, para aguentar os trancos da vida e desempenhar sempre tua lida com amor, paciência e obstinação. Ele te fez assim: delicada, terna, faceira, forte e batalhadora. Sem nem pensar em vacilar um momento sequer. Ele te fez perfeita, ela te fez mulher!"
Diante disso, fiquei numa dúvida cruel: Será mesmo que somos tudo isso? Não acham que é muita responsabilidade para nós, simples mortais? Temos que ser tão fortes assim? Não podemos vacilar? Nem cair e ficar lá estendidas no chão? Chorando, esmurrando, gritando , pedindo socorro?
Ah, não!!! Com certeza, sou mulher, mas essa aí do texto, eu simplesmente desconheço...

quarta-feira, 3 de março de 2010

Filhos Gemeos

Aniversário de filhos gemeos, ressalve-se, quando pequenos é uma gracinha.Voce faz a festinha para os dois, compra presente igual, veste os quando não igualzinho, pelo menos parecidos; com roupinhas do mesmo padrão, compradas na mesma loja. Os amiguinhos são os mesmos, tios, priminhos, madrinhas, tudo certinho... Vão se tornando adolecentes, ainda fazem churrasquinho juntos, varam a noite batendo longos papos, ficando com algumas coleguinhas de escola, e a gente controlando o horário para que os limites não sejam ultrapassados. Quando estão na faculdade, um estudando fora, outro em casa, as coisas já vão mudando.Ou passa em branco, ou cada um comemora a seu modo, nem sempre com a presença dos pais, os amigos se diferenciando, as preferencias em desacordo, mas sempre dá se um jeito para que tudo saia a contento de ambos.
Mas o caldo entorna quando se tornam adultos, já casados e morando na mesma cidade. Gostos diferentes,pensamentos diferentes, padrões de vida diferentes, e, principalmente, esposas diferentes. Aí meus amigos, eu, como sogra, fico numa saia justa...Sem querer milindrar minhas queridas noras, mas já querendo interferir para agradar ambos, agora casais, mas sempre e eternamente "filhos" queridos da mamãe. Parabéns!!!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Dia Especial

Ontem foi um dia especial. Não porque era o meu aniversário. Certamente não foi por isso.
Mas é que por ser o dia de meu aniversário, muitas pessoas, entre familiares e amigos, se lembraram de mim. Recebi muitos telefonemas, emails com ou sem cartão, mensagens pelo celular.
Até um ramalhete de flores ! ( o espanto é porque moro literalmente na zona rural, e esse tipo de serviço geralmente não é feito à longa distância). Mas o "dia especial" continuou. Recebi a visita de meu grupo de amigos para um jantar aqui em casa mesmo. Aí, bem na hora em que todos deviam chegar, caiu um toró, mas um toró... Fiquei aflita, o povo não chegava mas a chuva vinha, sem dó.
E não é que assim mesmo, meus amigos vieram todos, molharam na chuva, atolaram seus carros,
respingaram-se de barro, sapatos encharcados, e assim todo mundo foi chegando, alegres e sorrindo. E eu, pra recebê-los enfeitei todo o local com bexigas coloridas, como se fora uma festa infantil ...o que fez aumentar a euforia dos que chegavam. Ah, meu marido surpreendeu-me com um grupo de música ao vivo. Todos dançaram, cantaram e se divertiram. Foi muito, muito especial.
Obrigada, amigos e amigas!!! ( Teve gente que saiu de carona, não por bebedeira, mas porque o carro atolou de verdade...e só hoje cedo, com a ajuda do nosso tratorzinho...vruuuuuuuuuummmm).

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Lembranças 1

Fui fuçando...fuçando...e acho que encontrei o lugar certo pra escrever as palavras, nem sempre certas, mas que aos poucos vão fluindo, tal qual a água sai da fonte.
Voce já viu a água saindo da fonte? Mas da fonte mesmo... brotando de um chão de areia?
Ou de um cascalho cheio de musgo?
Lá no sítio de meu pai, onde passei toda a minha infância, tem uma mina assim, que brota de um chão de areia. A água vem numa velocidade incansável, e vai embora formando um riacho sem fim, com muitas surpresas e obstáculos pela frente, muito além do sítio de meu pai.
Faz muito tempo que não a vejo. Mas sei que ela está lá. Fornece água, agora encanada, para toda a redondeza. Até abastece o pequeno povoado, onde naquele tempo, frequentávamos o Grupo Escolar, eu e meus sete irmãos.
Ah, mas aí já é outra estória, outras lembranças que virão!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Doce Mel

Neste final de Carnaval, estou começando a entrar em contato com voce. Sejamos bem vindos a esse bate papo!