Lá no sítio onde morávamos tínhamos que ter gatos para combater os ratos que surgiam com frequência. Mas meu pai só permitia que deixasse um sobreviver da ninhada que a gata paria. E nós, crianças inocentes, tínhamos a incumbência de exterminá-los. Sabem como? Pasmem!
Escolhíamos o gatinho mais bonito para continuar a espécie e mamar na gata; os demais, eram enfileirados encima de um tronco de árvore na horizontal e literalmente degolados com um machado, depois enterrados.
Perdoem-me os defensores de animais, hoje sei o quanto isso foi cruel, mas meu pai dizia que fazíamos isso para não agir como os outros vizinhos, que colocavam os gatinhos num saco de estopa e jogavam na beira da estrada ou até mesmo no córrego, onde, lá na frente, alguém bebia daquela água. Hoje sei que nem meu pai, agora com 88 anos, não faria mais uma crueldade dessas...